terça-feira, 4 de maio de 2010

O antropólogo do cotidiano





A chamada do texto ilustra muito bem o siginificado de Roberto da Matta para a Antropologia. Assistir suas aulas na pós era um balde de água fria para quem estava esperando uma discussão daquelas bem mirabolantes com teóricos e coisas mais. Da Matta simplesmente sentava e começava a discutir acerca da novela das oito e muitos ficavam revoltadíssimos. Quanta imaturidade!!! Na verdade da Matta estava nos dando campo para trabalho. Um capítulo de uma novela é quase um campo completo e pensar Antropologia a partir do cotidiano não é nada mais nada menos do que os antropólogos da famosa Escola de Chicago começaram a fazer e criaram a famosa Antropologia Urbana, o ganha-pão de outros dois bacanas antropólogos brasileiros, os Velho. Da Matta também estava prestando tributo a Gilberto Freyre, outro que também acreditava que estudar cultura não precisava do estranhamento de ter que ser exportado. Podia-se estranhar sendo nativo e daí Casa Grande & Senzala, Açúcar: uma sociologia do doce, Modos de homem e modas de mulher, Sobrados e mucambos.
Gosto muito do "você sabe com quem está falando?", mas não para usá-lo. Como expressão para meu uso não. Dessa roubada tô fora.

3 comentários:

  1. Não tolero essas pessoas que acham ter poder para falar isso. Sou a favor da igualdade.

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  2. Normalmente a gente ta falando com um imbecil... Ou, como se dizia lá na minha terra, com uma "vaca de chocalho"...
    Já Da Matta e Freyre são, definitivamente, pessoas com que eu gostaria de estar falando! (rs)

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  3. qdo. o ex-jogador Casagrande foi pego com drogas o Jornal da Tarde no dia seguinte estampou:
    "Casa Grande e Senzala"

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Escrever é troca e essa troca muito me interessa.