quinta-feira, 27 de maio de 2010

Para que palavras?

Podemos falar sem palavras. Não, definitivamente não estou falando do silêncio, muito embora concorde mais ou menos que ele valha mais do que mil palavras.Estou falando de outras formas de expressão além da verbal. É a linguagem do corpo e mais especificamente a dos gestos. Ah, esses são uma tremenda linguagem e de um tipo quase que totalmente intencional, involuntária. Diria até que é preciso muito auto controle para não se entregar. Muitas das vezes, a boca diz uma coisa, mas o corpo. Xiii nos entregou. Acho que quase todo mundo já percebeu que a gente não sabe o que fazer as mãos quando estamos ansiosos. É um tal de mão para um lado e para o outro sem fim. E apaixonados então? É um tal de corpo serpentear para a direção do ser amado(a), que mesmo que a boca diga que somos só amigos, o corpo já entregou até a última intenção.
Vou saindo de cena, mas fica um vídeo de Marcel Marceau: um homem que fazia o que gostava e gostava do que fazia. Tive a honra de vê-lo em cena e além do gestual uma outra linguagem o acompanhava: o brilho nos olhos, provando a paixão pelo seu ofício. Mas o brilho dos olhos é uma outra linguagem e dessa os poetas falam melhor do que eu.

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Escrever é troca e essa troca muito me interessa.