terça-feira, 18 de maio de 2010

Sempre falando de saudade

Estranha saudade
Janete Rodrigues Ribeiro

Então, tu apareceste no meu caminho
a ti entreguei meu coração
te contei meus segredos
te dei meu corpo e meus carinhos...


Todo meu mistério desvendei
tudo que tinha guardado
tanto tempo na minha solidão,
te ofereci tudo, cada pedaço, cada emoção...


Agora faço parte do teu todo
sou fração do teu total
somando essa imensa ternura
juntando um carinho sem igual!


Os minutos em hora se transformaram
longe de ti, teus abraços, teu olhar,
as marcas que em mim ficaram
de nossos momentos sob a luz do luar...


É assim, uma estranha saudade,
um sabor de ti, que dentro ficou,
encravado em minha alma,
lembranças do que se passou...


Acordo, olho o céu, vejo o sol
tudo iluminado à minha volta
recordo nossos corpos no lençol,
nosso abraço apertado, o último olhar...


E tu, voltando, rolando estrada
e eu, parada, perdida, presa ao chão,
olhando de longe, tu sumindo e
entrando cada vez mais fundo no meu coração!


Meus filhos têm uma avó-poeta, mas que antes de ser poeta é uma mulher guerreira, digna e de bem com a vida. Tô te devendo uma visita, mas vou tentar ir com toda a tropa para batermos continência. Ah, espero que tenha gostado da surpresa. A mãe dos seus netos te lê viu? Bjs vó.

2 comentários:

  1. Essa minha avó escreve muito bem ^^

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  2. E saudades é bem isso que ela disse, um sentimento que fica encravado na alma.

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Escrever é troca e essa troca muito me interessa.