José Saramago me acompanha desde a década de 80. Sabe aquela presença que não é constante, mas que quando vem sempre marca? Assim era Saramago para mim.
Quando dava aula, adorei a alegoria de Jangada de Pedra para explicar as dificuldades da unificação da Península Ibérica à Europa. Passei a usar nas minhas aulas e viajava imaginando realmente Portugal e Espanha soltos no Oceano Atlântico...
Num outro momento da minha vida, este difícil, li o Ensaio sobre a cegueira e em seguida vi o filme e comecei a repensar o que eu via e o que me cegava e tratar de sobreviver. Vendo ou não.
Outros livros pousaram na minha cabeceira e o contador sempre aninhava minhas noites ou embalava minhas tardes de mais gostoso ócio.
Hoje, abro a internet e vejo a notícia da sua partida. O homem partiu,mas suas ideias ficam. Isso é posteridade, mas para mim é eternidade. Saramago será eterno. Talvez agora ele encontre com Deus, pois ele sempre o procurou e questionou em vida. Deve estar sendo lindo o encontro de Saramago com Deus!!!!! Os dois têm muito a conversar e muitas estórias a contar um para o outro.
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Escrever é troca e essa troca muito me interessa.