Um amor não precisa se transformar em desamor, ódio ou ser ocupado por um novo amor para acabar.Um bom amor, que foi vivido em toda a sua inteireza e incompletude não acaba. O amor dos bons a gente leva para o resto da vida. Apenas nos afastamos pela impossibilidade do encontro: de almas, de ritmo, de formas de viver... É o descompasso que afasta e aí que a gente se dá conta de que não somos o outro, o outro não é nosso e nem é um pedaço da gente.Se realmente doi, nada como um dia após o outro, um coração aberto e uma mente tranquila. Um sorriso bacana também ajuda muito. Não estou propondo o rei morto, rei posto, mas uma forma de sair de um amor sem ter a obrigação de jogar fora tudo de bom e gostoso que se viveu junto. As lembranças não devem ser jogadas para os cafundós da memória ou para o abismo do esquecimento. Deixe-as à mão e o dia que você se pegar rindo, pode ter certeza que você acaba de se reconciliar com o seu passado.
Um outro belo exercício é sempre viver o dia a dia como se ele fosse único e se você tem um companheiro desses bem chiclete, não alimente a sua dependência, mas prepare-o para a autonomia.Que tal preparar o seu amor também para partir? O mais belo exercício de desapego é dar asas ao seu amor. Se ele voltar, não é porque você o traz na corrente, mas porque ele acredita que a pessoa mais importante do mundo é você. E é por isso que ele volta.E é no aconchego do seu colo, no calor dos seus beijos que ele diz o mais intenso e gemido eu te amo. É uma delícia ouvir isso de pessoas que têm uma vida linda para viver, mas que reservam um pouco dela para compartilhar com você.Se não for para sempre, que seja eterno enquanto dure.
Vênus.
Concordo 100%!
ResponderExcluirSim, o amor não precisa se transfomrar em ódio. Há diversos amores, de diversas intensidades e com diversas histórias. Há o amor que vira ódio porque tem que virar. Há o amor que fica suspenso no ar, numa utopia de felicidade eterna. Há o amor que faz com que os amores passados fiquem amarelecidos pelo tempo, e torna as imagens de outrora deveras apagada para serem reconhecidas como amor. E assim, guardamos na gaveta do nosso passado a nossa coleção de amores distintos. E você está certíssima. Alguns voltam. E que bom que voltam.
ResponderExcluirBeijinhos Vênus. Pelo visto, Marte contra-ataca.