domingo, 29 de agosto de 2010

Vênus no estaleiro

Hoje não posso dizer que estou tristinha, mas não estou nos meus melhores dias: o meu ego quebrou o cotovelo. Que chato!!!
Agora falando sério: acho que posso dizer que estou chateada.Cotovelo quebrado vai representar de 4 a 6 semanas afastada de uma das coisas que mais gosto de fazer: dançar. Do trabalho também, mas dele só vou sentir falta dos colegas.Não trabalho por amor, mas por dinheiro. É claro que minha cabeça venusiana já está imaginando zilhões de alternativas, mas não é só isso que um cotovelo quebrado representa. Posso dizer também que estou com a minha autonomia arranhada e é aí que a situação fica séria. Sou uma mulher que gosta (e muito) da sensação de poder que a independência me proporciona. Aceito que ainda preciso evoluir nesse aspecto, mas acho que é característica das mulheres da minha família: somos todas guerreiras e completamente indomáveis. Tenho uma prima que foi para maternidade sozinha e de lá ligou para família e marido avisando que o filho estava nascendo.
Acho que eu também me comporto assim: mesmo sentindo dor, fui dançar numa festa e não deixei transparecer o que sentia. Cumpri minha obrigação e por volta das 3 da manhã, lá estava eu no pronto socorro à procura de um alívio.Tomei injeção na veia, mas ainda assim levei a dor para casa. No dia seguinte, cancelei o passeio que estava sonhando, lavei e sequei a cabeleira, me vesti e tentei me maquiar. Afinal de contas, Vênus não ia se curvar por causa de um cotovelo. Peguei o carro e lá fui eu procurar atendimento. Quase convenço o médico de que era algo apenas muscular, mas ele resolveu fazer rx... E ai veio o anúncio: quebrado. E para tratar de osso quebrado... Imobilização. Antes disso, o celular já estava em vibração intensa. O que você aprontou? Tava dançando? Você não tava pura? Bem, não estava dançando no momento e quem me conhece sabe muito bem que álcool não rima comigo. Me senti a própria Denise do excelente filme Denise está chamando a compartilhar via celular o meu estado.
Com alguns a par, logo veio a pergunta que eu mais temia: como você vai aguentar ficar parada? Essa ficou sem resposta, pois me deu uma vontade louca de chorar. O rapaz do gesso disse que não tinha problema e que estava disponível até às 22:00.
Ah, o meu carro foi trazido por uma amiga que mora perto da clínica que fui atendida. Acho que ela nunca foi tão xingada na vida.Pelo menos a volta foi divertida. Obrigada amiga. Você é mil.

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