Palavras soltas: volúveis. Resolutas? Jamais.
Palavras presas: marcadas pela tensão. Prontas para explosão.
Palavras tranquilas: desenroladas sem travas e sem freios apenas de bocas que sabem o que querem.
Palavras indecentes: cenas intensas do desejo que embaça e libera todos os sentidos. Fala... toque... falo... Tudo ao mesmo tempo e agora.
Palavras plenas: sem espaço para talvez. É o tudo ou nada do vocabulário. No momento certo da marcação de uma decisão.
Palavras cifradas: jogo de sedução que só poucos sabem burilar. Truque de acrobatas da língua e mágicos de encantamentos. Sedução e volteio do bate que eu te devolvo e te desafio a desenrolar.
Palavras mudas: um olhar e ainda mais quando é o tal que dizem que vale mais do que mil palavras.
Palavras belas: as que são recebidas por ouvidos atentos, mentes abertas e corações desarmados e são exatamente estas que eu quero sempre trocar com você.
Vênus. Hoje, afiando o verbo, enfeitando o adjetivo, moderando o substantivo e querendo o superlativo.
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Escrever é troca e essa troca muito me interessa.