quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

In-quietude

Senhor,
aquiete o meu espírito
e diga pra ele tomar juízo.
De parar de querer bala de menta,
pimenta e cicuta ao mesmo tempo.

De achar que tá tudo bem.
Que só eu tenho o direito de pirar,
de sumir por uns dias e depois
voltar.

De tentar achar graça na vida quadrada:
a do trabalho, do pagar as contas, do ter família,
a do rezar para o fim do mês chegar...
Mas do nada surtar e deixar todo mundo falando sozinho,
para depois voltar como se nada tivesse acontecido.

Ah, Senhor esquece tudo que eu disse.
Simplesmente me desaquiete,
porque quem nasceu para corda bamba,
jamais será analista de risco, controlador de voo
ou qualquer outra coisa que dê segurança.
E me arruma uma corda agora, porque tudo que eu quero
é...


 saltar.

Vênus, mulher de veneta.

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