Hoje pela manhã rasguei a agenda de 2010 e abri a de 2011. Cada ano que passa compro uma agenda menorzinha e hoje já tenho o que posso chamar de agendinha. Acho que ano que vem não poderei ter uma agenda menor, pois a agenda terá que deixar de existir e isso ainda não é possível.
Mas por que de uns anos para cá comecei a cultivar o hábito de diminuir a agenda? Simples: porque a gente só precisa lembrar não é do que pode esquecer, mas do que vai esquecer exatamente porque não nos interessa. Minha memória ainda é boa, então não vou esquecer os aniversários importantes, de sair para trabalhar, porque isso ainda faço todos os dias, dos vencimentos das contas e estas já estão quase todas no débito automático e assim me obrigo a não ter que inventar mais contas para ter que colocar na agenda.
Então do que me esqueço para ainda ter agenda? Idas ao médico esqueço sempre e principalmente ao ginecologista. Aliás a mulher que disser que gosta de ir ao gineco merece ganhar um retrato de homengem em todos os consultórios do mundo. Meu médico é um amor, mas não é AMOR e eu tenho que ficar numa posição interessante e constrangedora porque não dá para aproveitar. Então é isso: de 6 em 6 meses tenho que ir ao meu médico fofinho. Consulta agendada. De ano em ano tenho que ir na minha amiga oftalmo. Ela também vai para agenda. As dívidas vão para agenda e já que agora tenho uma agendinha, é melhor promover uma mudança radical: adeus dívidas. Hum, o que mais vai para agenda? Ah, umas poucas contas e uma reunião ou outra fora do ambiente e horário de trabalho. Então pronto: eu não preciso de agendão ou agendas como já cheguei a ter duas. Época difícil e eu tinha uma enorme que
anotava as dívidas sem fim da obra da minha casa e outra que eu acumulava um sem número de obrigações que só existiam porque eu me obrigava a ter.
Até reconheço que existem pessoas que precisam de agenda: executivos, autônomos, pessoas sem rotina, mas eu não sou nada disso e só não me perguntem se graças a Deus ou ainda bem. A agenda não tem espaço para esse compromisso.
Agora, sou uma feliz mulher de agendinha. Isso porque as coisas que realmente me movem, eu já prometi nunca mais esquecer e são elas: dizer que amo os que amo todos os dias, lutar para ser feliz, usar o meu pouco tempo livre para fazer o que realmente gosto, tratar da minha cabecinha sonhadora e manter o meu corpo mais ou menos e beijar e amar muito. Para me lembrar disso eu não preciso de agenda.
Feliz 2011. Que todos sejam capazes de reestruturar suas vidas e lembrar de que viver deve ser o nosso único compromisso agendado. Sobreviver é opcional e para apenas alguns momentos. Beijos com barulho de estalinho.
Vênus e sua agendinha.

Show, Tê! Eu não tenho agenda porque sempre fui indisciplinada. Comprava agendas no fim do ano, só porque eram bonitinhas e só escrevia até março, no máximo. Hoje, nem isso faço. Compromissos vão para o celular, ou para o esquecimento mesmo. Zilhões de beijos e muito amor em 2011. E em 2012. E em 2013. E por aí vai.
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