O filme tem duração de 14 minutos e é a estória da ida de seis homens à lua, o encontro com seres alienígeneas e o retorno dos viajantes. O argumento foi retirado de Júlio Verne, mas só não sei precisar de qual de seus dois livros que falam da lua.
Para mim, a sequência antológica é a imagem da chegada da nave espacial à lua e nela já vemos todo o trabalho que deu reconhecimento ao cineasta como o "pai dos efeitos especiais", criador que foi dos efeitos de fusão e sobreposição de imagens. Mèliès foi também o primeiro a utilizar a técnica de storyboard, que é a visualização das cenas antes da filmagem utilizando o recurso do desenho, o que facilita e muito a marcação dos atores, a iluminação e o trabalho de continuidade de um filme.
A película é em preto e branco, mudo e é o filme mais antigo incluído na lista dos "1001 filmes para ver antes de morrer" de Steve Jay Scnheider, mas o reconhecimento do talento de Méliès foi dado pelos seus pares: Chaplin o chamou de "pai do ilusionismo" e Griffith, que merece um post por conta dos excelentes O nascimento de uma nação e Intolerância, disse que tudo devia ao cineasta.
A película é em preto e branco, mudo e é o filme mais antigo incluído na lista dos "1001 filmes para ver antes de morrer" de Steve Jay Scnheider, mas o reconhecimento do talento de Méliès foi dado pelos seus pares: Chaplin o chamou de "pai do ilusionismo" e Griffith, que merece um post por conta dos excelentes O nascimento de uma nação e Intolerância, disse que tudo devia ao cineasta.
Méliès cuidou de todos os detalhes do filme e chegou até mesmo a atuar, sendo ele o chefe da expedição. Hoje, muitos chamam esse trabalho de curta, pois levam em conta apenas a sua duração, mas eu prefiro chamá-lo de filme por conta da sua importância para o nascimento do cinema e da forma como hoje o conhecemos. Le voyage dans la lune é o primeiro registro de um filme com roteiro, isto é, uma estória com princípio, meio e fim e Méliès foi o primeiro a construir um estúdio cinematográfico na Europa.
Já conhecia a sequência inicial do vídeo acima, mas ainda não tinha visto todo o filme e tive esse prazer ontem e como minha cabecinha venusiana liga um pontinho a outro... Lembrei da minha mãe e de suas viagens poéticas nos dias de lua cheia. Ela costumava fixar o olhar no que eu, criança, chamava de queijo redondo e dizer que a chegada do homem à lua havia acabado com as suas ilusões. Antes de 1969, ela olhava para a lua e ficava a imaginar São Jorge montado em seu cavalo branco a perseguir o terrível dragão. Ao ver uma lua cheia de crateras e que nenhum São Jorge havia sido encontrado, ela dizia que olhar para a lua nunca mais teve a mesma emoção. Cresci ouvindo repetidamente a mesma estória e me dando conta de que a tecnologia oferta sonhos, transforma outros em realidade, mas também mata outros tantos. Minha mãe teve seu delírio arrancado pela transmissão da chegada do homem à lua. No meu caso, eu ontem realizei um sonho, assistindo toda emocionada a um filme que eu só conhecia um pequeno pedacinho e alguma coisinha da sua estória.
Já conhecia a sequência inicial do vídeo acima, mas ainda não tinha visto todo o filme e tive esse prazer ontem e como minha cabecinha venusiana liga um pontinho a outro... Lembrei da minha mãe e de suas viagens poéticas nos dias de lua cheia. Ela costumava fixar o olhar no que eu, criança, chamava de queijo redondo e dizer que a chegada do homem à lua havia acabado com as suas ilusões. Antes de 1969, ela olhava para a lua e ficava a imaginar São Jorge montado em seu cavalo branco a perseguir o terrível dragão. Ao ver uma lua cheia de crateras e que nenhum São Jorge havia sido encontrado, ela dizia que olhar para a lua nunca mais teve a mesma emoção. Cresci ouvindo repetidamente a mesma estória e me dando conta de que a tecnologia oferta sonhos, transforma outros em realidade, mas também mata outros tantos. Minha mãe teve seu delírio arrancado pela transmissão da chegada do homem à lua. No meu caso, eu ontem realizei um sonho, assistindo toda emocionada a um filme que eu só conhecia um pequeno pedacinho e alguma coisinha da sua estória.
Eu já olho a lua de um jeito diferente e não me importo nem um pouco dela ser um local esquisito e cheio de crateras. Eu a vejo como o meu refúgio, o meu universo particular. Não sou uma mulher de lua, mas vivo nela. A lua é o meu esconderijo e é para onde eu vou quando eu percebo que a terra e as pessoas estão por demais inóspitas.
Vênus, mulher viajante.
Vênus, mulher viajante.
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Escrever é troca e essa troca muito me interessa.