Hoje adoraria ter talento e coragem e fazer uma ode. Não uma ode qualquer, mas aquela que todos que viessem a lê-la se sentissem preenchidos e dissessem em alto e bom som: realmente ela tudo disse sobre o amor.
Depois da minha alegoria das bocas brotariam apenas palavras de amor: as que molham, que queimam, que preenchem...
Ninguém mais se ocuparia em guerrear, ou melhor, teríamos uma guerra despudorada entre corpo e desejo, daquelas que não é o desejo que termina, mas do corpo que adormece entregue a Morfeu.
As palavras insanas preencheriam todos os gritos ou os gritos seriam a melhor tradução das palavras? Das bocas brotariam os enredos de todos os enlevos. Os urros, gemidos e sussurros ecoariam em todas as paredes e as palavras ficariam a proteger os amantes, que falariam outras línguas e buscariam no vocabulário a destrava do desejo. Palavras loucas, trôpegas...
Os corpos se embalsariam da mistura dos perfumes e suores permitindo aos amantes alterar definitivamente seu cheiro pessoal.
Os corpos passariam a guardar tatuagens... Marcas de desejo...
Não. Definitivamente não. Falar de amor não é ridículo. Ridículo é achar que ele deve ter juízo, ser educado... A única coisa que é inodora, insípida, incolor e que nos faz bem é a água. No amor, precisamos de odores, gostos e cores.
Vênus, mulher completamente enfeitiçada e por isso não consegue achar ridículo tudo que acabou de escrever.
Depois da minha alegoria das bocas brotariam apenas palavras de amor: as que molham, que queimam, que preenchem...
Ninguém mais se ocuparia em guerrear, ou melhor, teríamos uma guerra despudorada entre corpo e desejo, daquelas que não é o desejo que termina, mas do corpo que adormece entregue a Morfeu.
As palavras insanas preencheriam todos os gritos ou os gritos seriam a melhor tradução das palavras? Das bocas brotariam os enredos de todos os enlevos. Os urros, gemidos e sussurros ecoariam em todas as paredes e as palavras ficariam a proteger os amantes, que falariam outras línguas e buscariam no vocabulário a destrava do desejo. Palavras loucas, trôpegas...
Os corpos se embalsariam da mistura dos perfumes e suores permitindo aos amantes alterar definitivamente seu cheiro pessoal.
Os corpos passariam a guardar tatuagens... Marcas de desejo...
Não. Definitivamente não. Falar de amor não é ridículo. Ridículo é achar que ele deve ter juízo, ser educado... A única coisa que é inodora, insípida, incolor e que nos faz bem é a água. No amor, precisamos de odores, gostos e cores.
Vênus, mulher completamente enfeitiçada e por isso não consegue achar ridículo tudo que acabou de escrever.
Oi, Tê!
ResponderExcluirAndei numa preguicite aguda de escrever e agarrada a um livro que não me permitia ler mais nada. Passado o luto literário, voltei à liberdade de ler um bocado de tudo e tenho o prazer de te encontrar aqui, sempre deliciosamente sonhadora. O que escreves não é ridículo e se o fosse seria antes um elogio e nunca uma crítica. Acho que quase tudo o que é ridículo é divertido e quase tudo o que é sério demais é chato. Viva o ridículo! Beijim...